“Engajamento” trava divisão de receita proposta pela Libra

Uma fatia da receita está ligada à média de público nos estádios, assinantes no streaming, seguidores nas redes sociais, e audiência na TV

maio 5, 2022

Engajamento. Essa é a palavra que tem travado um acerto por completo dos clubes na recém-criada Libra, entidade que irá organizador o Campeonato Brasileirodas Séries A e B.

Conforme já divulgado anteriormente pelo MKTEsportivo, a divisão de receitas proposta em contrato segue o 40-30-30, com 40% do valor arrecadado dividido igualmente entre os times; 30% de acordo com a performance no campeonato; e os 30% restantes envolvem critérios de média de público nos estádios, base de assinantes no streaming, seguidores nas redes sociais, audiência na TV aberta e tamanho da torcida.

Este último, que tem como norte o “engajamento” da torcida, é que pode causar disparidade nos valores embolsados e, consequentemente, desequilíbrio nos ganhos. Afinal, beneficiaria os clubes com uma base maior de torcedores e, naturalmente, mais seguidores em suas plataformas.

Desta maneira, como tem sido defendido pelo grupo ‘Forte Futebol‘, o modelo proposto deve seguir 50-25-25, ou seja: 50% igualmente entre as equipes; 25% de acordo com a performance; e 25% por audiência.

O estatuto também prevê que se os direitos de transmissão das Séries A e B forem comercializados em conjuntos, 85% do valor ficará para a primeira divisão e 15% para a segunda.

A Libra já possui a adesão de clubes como Red Bull Bragantino, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos e São Paulo, que assinaram com a Codajas Sports Kapital, grupo liderado pelo advogado Flavio Zveiter e que tem o banco BTG como captador de investidores para a liga. O Cruzeiro também assinou. Sport e Guarani se uniram em prol do projeto.

O nome Libra Administração e Participações S.A. já está registrado na Junta Comercial de São Paulo. A previsão para início da Libra é a partir do próximo dia 15, segundo o registro da Junta.