Embarcando na distribuição feita pela Premier League, Forte Futebol prega mudanças no Brasil

A exigência principal é que a diferença máxima entre a maior e a menor cota de Tv não ultrapasse 3.5 vezes

setembro 23, 2022

A divulgação da Premier League sobre os seus valores com direitos de transmissão motivou uma ação conjunta realizada pela Liga Forte Futebol (LFF) cobrando mais igualdade na distribuição das cotas de televisão nos campeonatos locais.

Dirigentes de clubes que integram a LFF comentaram sobre a realidade da Premier League, em comparação com a situação brasileira. O dado mais alarmante é a pequena diferença entre os valores pagos ao Manchester City (£ 153 milhões), campeão da temporada 2021/2022, e o Norwich (£ 100 milhões), lanterna da competição.

No Brasil, atualmente, Flamengo e Corinthians faturam, respectivamente, R$ 160 milhões e R$ 110 milhões.

“É por isso que defendemos uma divisão mais justa de recursos na criação da liga de clubes no Brasil. Um campeonato mais equilibrado atrai mais investidores e assim todos crescem. O melhor exemplo é a Premier League, onde clubes de porte médio conseguem fazer grandes investimentos. Na liga inglesa, a diferença entre o que mais ganha e o que menos ganha é muito baixa”, destacou o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

O Internacional, por exemplo, recebe R$ 18.8 milhões da Globo pelo PPV, que equivale a pouco mais de 11% do que é pago ao Flamengo.

“São muitas as questões a serem debatidas e melhoradas, como calendário, estádios, arbitragem, matchday, todas as alternativas possíveis de comercialização. Mas entendemos que a divisão desses recursos deve seguir os exemplos de ligas bem-sucedidas no mundo. Essa redução na desigualdade fará com que tenhamos um produto mais valorizado, competitivo e, portanto, com ganhos significativos para que todos os clubes façam frente às exigências necessárias para construir um produto mais forte”, acrescentou o presidente do Internacional, Alessandro Barcellos.

O objetivo da criação de uma liga é fortalecer o futebol brasileiro, através da maximização das receitas. Os pilares propostos pela Liga Forte Futebol seguem esse objetivo. Os princípios de Equilíbrio, Performance, Mobilidade e Incentivo às boas práticas do futebol se juntam aos pilares de Controle Financeiro, Distribuição Equilibrada das receitas, Compliance e Governança.

A divisão de receita proposta pela Liga Forte tem 45% divididos de forma igualitária, 30% sobre performance e 25% por apelo comercial. E com regra de ouro a Liga Forte entende que a diferença máxima de receita entre os clubes não ultrapasse 3,5x.

Já a proposta da Libra não agradou a maior parte dos clubes que participam atualmente das séries A e B do Campeonato Brasileiro. Ela propõe uma divisão de receitas em que 40% seja feita de forma igualitária, 30% por desempenho e outros 30% por audiência e engajamento.