Patrocínio

Crefisa e FAM renovam, e Palmeiras segue com a camisa mais valiosa do país

Acordo poderá render R$ 410 milhões até 2021. Empresas seguem com exclusividade no uniforme do clube

24 jan, 2019

Dois dias após o Banco BMG detalhar o seu acordo com o Corinthians, que resultará em um aplicativo e participação nos lucros, e também oficializar seu acordo com o Atlético-MG, a Crefisa roubou para si os holofotes e anunciou a renovação com o Palmeiras até 2021.

Um evento realizado na Academia de Futebol, que contou com as presenças de Maurício Galiotte, presidente do clube, e Leila Pereira, presidente da empresa, oficializou a renovação que poderá render R$ 410 milhões até 2021 aos cofres do Verdão. O contrato inclui também a continuidade da Faculdade das Américas (FAM) no uniforme e o naming right do canal do YouTube.




“Anualmente pela camisa, Crefisa e FAM estão investindo R$ 81 milhões. A propriedade de marketing é de R$ 6,8 milhões, totalizando R$ 87,8 milhões. Além disso, são R$ 15 milhões de luvas pela renovação, e os prêmios por temporada totalizam R$ 34 milhões. Se somarmos todos os valores, são cerca de R$ 136 milhões. Em três anos, são R$ 410 milhões. São valores que eu tenho certeza de que fazem e farão toda a diferença no que queremos para a Sociedade Esportiva Palmeiras”, disse Leila Pereira, presidente da Crefisa e conselheira do Palmeiras, durante coletiva de imprensa.

Portanto, nas palavras da executiva, o contrato renderá um fixo de R$ 81 milhões anuais, além de luvas de R$ 15 milhões pela assinatura do contrato e bonificações por metas, que podem resultar em mais R$ 34 milhões por ano.

“Eu me sinto muito à vontade, porque são valores reais. Com relação aos títulos, depende da performance, mas estamos preparados para isso. Não é porque é um patrocínio desse tamanho. É um valor real, está no contrato, está no balanço. É o maior patrocínio da história do futebol. Não tenho dúvida de que é invejado no Brasil. Mas pertence ao maior campeão do Brasil”, completou Leila.

“Em 2015 (início do acordo), o Palmeiras estava numa situação difícil. Atravessamos muito provavelmente a maior crise financeira e esportiva da história do Palmeiras. Iniciamos a reconstrução do nosso clube. Naquele momento assinamos o primeiro contrato com a Crefisa, depois com a FAM. Esse contrato passou a ser uma grande parceria. São quatro anos e três títulos nacionais. Hoje o Palmeiras é um clube referência. A participação dos nossos parceiros foi muito grande para que o clube pudesse alcançar o patamar que alcançamos hoje”, destacou o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte.

Desde 2015, a Crefisa e a Faculdade das Américas (FAM) já injetaram, entre patrocínio e compra de jogadores, muito mais de R$ 300 milhões no Palmeiras. Só a FAM, no primeiro ano de parceria, conseguiu triplicar o número de alunos matriculados.

O detalhamento dos valores e a data do anúncio podem ser considerados mais um capítulo de uma nova “rivalidade” criada entre os rivais paulistas. Neste caso, envolvendo seus respectivos patrocinadores. Um dia antes de chegar ao Corinthians, o BMG fez uma brincadeira no Twitter: “Se esse perfil passar de 21.813 seguidores até as 23h59 de hoje, esclareceremos alguns rumores amanhã, fielmente às 12h30. #VaiBMG”.

A meta não era aleatória. O número de seguidores a ser alcançado era o mesmo que mantinha a Crefisa na rede social, no momento em que a mensagem foi divulgada. Bastou para esta nova “briga comercial” fora das quatro linhas.