Patrocínio

Com metade dos clubes da Série A, casas de apostas ‘invadem’ Brasileirão

Desde o início do ano, acordos envolvendo empresas do setor deram um "boom" no futebol do país

15 de julho de 2019

3 minutos de Leitura

Mesmo ainda em fase de legalização no Brasil, as casas de apostas esportivas já fecharam com metade dos clubes do Campeonato Brasileiro da Série A. Desde o início do ano, o patrocínio envolvendo empresas de apostas on-line deu um boom no país. Os casos mais recentes são os de Flamengo e Fluminense.




O Fla fechou com a Sportsbet.io até o final do ano, enquanto o Tricolor das Laranjeiras ostentará a marca KB88, da Kashbet, nos ombros da camisa. Até aqui, Atlético-MG (188bet), Bahia (CasadeApostas), Botafogo (CasadeApostas), Corinthians (MarjoSports), Cruzeiro (CasadeApostas), Santos (CasadeApostas), Fortaleza (NetBet) e Vasco (NetBet) já estão com contratos em andamento. Exceção feita ao Galo (e agora, ao Flamengo), os demais envolvem exposição no uniforme.

A parceria do time rubro-negro contempla inserções nas redes sociais, iniciativas dentro do programa de sócio-torcedor e visibilidade nas placas de publicidade no Maracanã. Além disso, seguindo o modelo praticado com o Banco BS2, patrocinador máster do Flamengo, o patrocínio prevê um valor fixo e outro variável de acordo com o engajamento da torcida e da adesão ao site.

Na Sportsbet.io, o Flamengo se juntará ao Watford, da Inglaterra, que acaba de fechar contrato com a empresa, além dos embaixadores Moisés (Palmeiras) e Denilson. O Sportsbet.io é considerado o maior site de apostas esportivas em Bitcoin e outras criptomoedas, e foi fundado em 2016.

Já a KB88.com, que estreia no uniforme do Fluminense, ainda não está em funcionamento no Brasil e aguarda regulamentação. A marca é a única entre todos os patrocinadores do setor que não permitem a pessoas no território nacional a utilizarem sua plataforma. Ela enxerga o Flu como o parceiro ideal para expandir sua presença na América Latina e também na Ásia.

“Essa é uma parceria que reforça a marca Fluminense internacionalmente. É importante ter visibilidade fora do nosso continente, devolver ao clube um status de reconhecimento. Além disso, comercialmente também é importante para nós e traz o Flu de volta ao interesse do mercado”, disse Mário Bittencourt, presidente tricolor.

Como se vê, a nova lei virou um passo para a legalização de apostas no Brasil e já começa a provocar a entrada de um “novo” dinheiro para o mercado do futebol. No entanto, ao menos por enquanto, elas não podem abrir uma figura jurídica no país.

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