O esporte se posiciona

O mundo assiste boquiaberto à estúpida guerra promovida pela Rússia contra a Ucrânia

março 2, 2022
Fábio Wolff

Sócio-diretor da Wolff Sports e professor no MBA de Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios

Ainda sob efeitos de uma pandemia terrível que estamos vivendo, o mundo assiste boquiaberto à estúpida guerra promovida pela Rússia contra a Ucrânia.

No meio de tanto horror desta guerra, o posicionamento imediato e pungente do esporte era o aguardado.

O Manchester United e o Schalke 04 romperam os contratos com os seus agora ex-patrocinadores russos. A UEFA alterou o local da final da Liga dos Campeões, de São Petesburgo para Paris, proibiu a participação de equipes russas em suas competições e rescindiu o contrato com estatal russa de energia Gazprom, parceria que vinha desde 2012.

A FIFA impediu a Rússia de participar de competições internacionais, inclusive a Copa do Mundo do Catar. O Comitê Olímpico Internacional (COI) recomenda a exclusão de atletas da Rússia e da Belarus de competições. E a Federação Equestre Internacional (FEI) removeu todos os eventos equestres na Rússia e na Bielorrússia.

Na Fórmula 1, a equipe Haas retirou a bandeira da Rússia dos seus carros. Paralelamente, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) cancelou o GP de Fórmula 1 de Sochi. Vários outros bons exemplos têm ocorrido.

Atitudes como a do tenista russo, Andrey Rublev, ao escrever “No War please” na lente de um cinegrafista – atitude corriqueira por parte do vencedor da partida ao final de uma partida – esbanjam coragem.

Desde o início da guerra, diversas sanções têm sido impostas à Rússia. Até o momento isso não impediu as mortes, os bombardeios, o ódio.

Várias entidades esportivas têm feito o seu papel. O esporte é amado mundo afora e, apesar de não poder parar uma guerra, é uma poderosa ferramenta de comunicação. Fica a esperança de que, aliada a outras iniciativas mais, seja capaz de trazer a sua contribuição no sentido da paz.

O mundo está estressado com a pandemia que dura inacreditáveis dois anos, e não quer uma guerra, quer paz.